Checklist do comprador

Como escolher onde encomendar a aplicação de networking para o seu evento

As pessoas vão a uma conferência paga em busca de contactos, e saem com quem calhou estar ao lado. A aplicação de networking existe para fechar essa lacuna. Vinte e seis perguntas ao fornecedor antes de assinar: desde a honestidade do «AI matchmaking» até a quem pertencem, no final, os contactos dos seus participantes.

ONDE EXATAMENTE ACONTECE A LIGAÇÃO DUAS SEMANAS ANTES Silêncio: os convidados só se conhecem à entrada Perfis e objetivos preenchidos, primeiros chats e encontros marcados NO DIA DO EVENTO Conhecem quem calhou estar na mesa ao lado Matches por objetivos, troca de contacto por QR do crachá, encontros por horário DEPOIS DO EVENTO Um monte de cartões-de-visita e a pergunta «quem era aquela pessoa» Contactos guardados na área pessoal, a comunidade continua viva com aplicação
O networking não começa no local. A aplicação ou alarga essa janela para três semanas, ou não alarga nada
Comece por uma pergunta

O que exatamente deve acontecer entre dois participantes para considerar o evento um sucesso. Tudo o resto está subordinado a esta resposta.

Peça uma demonstração, não uma descrição

«Temos smart matching» não significa nada. Peça para criar dois perfis e mostrar quem o sistema recomenda e porquê.

Imprima antes da reunião

A página está formatada para impressão: o cabeçalho e os botões desaparecem, fica apenas a lista limpa de perguntas ao fornecedor.

Verifique se lhe estão a vender um AI matchmaking a sério

Quase todas as aplicações de networking afirmam ter AI matchmaking ou smart networking. Por trás destas palavras escondem-se coisas muito diferentes: desde a interseção de tags até recomendações adaptativas que aprendem com o comportamento dos participantes. Assinale o que o fornecedor lhe mostrou na demonstração, e não o que está escrito no site.

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Assinale o que viu na demonstração

Cada ponto verifica-se em cinco minutos num stand ao vivo do fornecedor. Se algo não pode ser mostrado, é bem provável que não exista.

Quatro níveis do que se costuma chamar inteligência artificial

Nível 0

Etiqueta de marketing

Uma amostra aleatória de quem ainda não viu, ou um filtro por cidade. A palavra AI só existe na descrição da funcionalidade.

Nível 1

Interseção de tags

Os participantes assinalam interesses, o sistema conta coincidências e ordena. Funciona de forma estável, mas repete-se em perfis semelhantes.

Nível 2

Proximidade semântica

O perfil transforma-se num vetor, a pesquisa faz-se pelo sentido do texto. Encontra pessoas afins, mesmo que usem palavras diferentes nos formulários.

Nível 3

Aprendizagem com o comportamento

O sistema considera a quem escreveram e que encontros confirmaram, e ajusta a seleção. Exige dados, por isso é raro.

Nenhum dos níveis é mau em si mesmo. O problema é cobrar pelo nível 3 e entregar o nível 0. Pergunte diretamente que sinais entram na seleção e o que acontece às recomendações se o participante preencher o perfil com mais detalhe.

Três formas de organizar o networking dos participantes

A principal métrica de uma aplicação de networking não é o número de funcionalidades, mas sim a proporção de participantes que entraram nela. Tudo o resto só conta depois disso. Por isso vale a pena comparar as abordagens pela barreira de entrada: quantas ações a pessoa tem de fazer antes de ver o primeiro interlocutor útil.

Chat comum numa app de mensagens Barreira de entrada mínima 1 Aceder ao link de convite O QUE NÃO EXISTE AQUI Perfis com objetivos e empresas Chats privados sem contexto público Marcação de encontros por horário Catálogo de patrocinadores e recolha de leads Moderação e proteção contra spam Qualquer tipo de análise de envolvimento O QUE ACONTECE Ao fim de uma hora, o chat transforma-se num feed de autopromoção que ninguém lê Aplicação separada Muitas funcionalidades, nem todas chegam a ser usadas 1 Encontrar o email do fornecedor 2 Descarregar a aplicação da loja 3 Criar mais uma conta 4 Introduzir o código de confirmação 5 Encontrar o seu evento na lista 6 Preencher o perfil do zero seis passos até ao primeiro chat O QUE ACONTECE Parte do público desiste em cada passo, e a base de participantes vive em dois sítios Aplicação dentro da plataforma O perfil é criado a partir do bilhete 1 Abrir o link do seu bilhete 2 Completar o perfil já pronto dois passos até ao primeiro chat O QUE JÁ ESTÁ PREENCHIDO Nome, empresa, cargo do formulário Tipo de bilhete e zonas disponíveis QR do crachá para troca de contactos Programa e agenda do evento O QUE ACONTECE O networking chega a muito mais pessoas, e os dados ficam numa só base
Cada passo extra entre o bilhete e o perfil custa-lhe uma parte do público da aplicação. As funcionalidades só entram em jogo depois de a pessoa estar dentro

O que muda quando o networking vive dentro da plataforma de registo

Tarefa do organizador Chat numa app de mensagens Fornecedor separado Plataforma única
Perfil do participanteAlcunha e avatarPreenchido de novo manualmenteReunido a partir do formulário de registo
Quem entra na aplicaçãoQuem encontrou o linkQuem concluiu a instalaçãoTodos os que têm bilhete
Procurar a pessoa certaPercorrer a conversaCatálogo e filtrosCatálogo, filtros e seleção por objetivos
Marcação de encontrosCombinam por mensagem privadaCalendário dentro da aplicaçãoCalendário mais mapa do local
Troca de contactos ao vivoFoto do cartão-de-visitaQR dentro da aplicaçãoQR diretamente no crachá nominal
Leads para patrocinadoresPedem a lista ao organizadorDigitalização na aplicaçãoQR no stand mais consentimento do participante
Relatório após o eventoNão existeRelatório da aplicação à parteAssiduidade, zonas e atividade num só relatório
Vida do público depoisO chat morre numa semanaO acesso fecha junto com o eventoComunidade e anúncio do próximo evento
26 perguntas ao fornecedor

Checklist para escolher a aplicação de networking

Em cada ponto há um sinal de alerta que denuncia uma resposta evasiva. Na caixa à direita está como a questão é resolvida na Event App da RegToEvent. Não achamos que a nossa aplicação sirva para todos os eventos, mas respondemos com concretude a cada pergunta.

O que está a comprar e como se ativa

01 É um produto separado ou um módulo do seu sistema de registo?

A pergunta mais subestimada. Se a aplicação existe à parte dos bilhetes, o participante terá de ser adicionado a ela novamente: exportar a lista, enviar convites, explicar porquê mais um registo. Cada um destes passos consome parte do público, e ficará com duas bases de participantes em vez de uma, e dois relatórios que não batem certo.

Quando a aplicação móvel do evento funciona dentro da plataforma de registo, o perfil é criado diretamente a partir do formulário de compra do bilhete, e o acesso abre-se automaticamente assim que o pagamento é feito ou no check-in.

Sinal de alerta: «envie-nos a lista de participantes em Excel, importamos tudo» - significa que a base vai desencontrar-se logo no primeiro dia depois do início das vendas.

02 O que o participante tem de fazer para entrar?

Conte os passos à letra: email, loja de aplicações, instalação, registo, código de confirmação, procurar o evento, preencher o perfil. Seis ações por um evento que dura um único dia, nem todos as vão fazer. E pergunte também o que acontece a quem não tem espaço no telemóvel ou cujo smartphone corporativo proíbe instalações.

Sinal de alerta: a única entrada é através da aplicação nativa da loja, não há versão web, e à pergunta sobre a percentagem de quem instala, o fornecedor responde de forma evasiva.

03 Quem preenche a aplicação com conteúdo e quanto tempo demora?

Programa, oradores, resumos das apresentações, mapa do local, descrições de patrocinadores, textos de notificações - tudo isto alguém tem de introduzir. Se cada alteração ao horário passa pelo gestor do fornecedor, uma semana antes do evento, quando o programa muda todos os dias, vai ficar numa fila de espera para correções.

Sinal de alerta: o conteúdo só é aceite numa tabela com modelo próprio, e o prazo para alterar o programa é de dois dias úteis.

04 De quem é a marca que o participante vê dentro da aplicação?

Para uma conferência paga, a aplicação faz parte do produto pelo qual se pagou. Se os ecrãs, emails e notificações push estiverem com a imagem de outro serviço, o participante não vai lembrar-se da sua conferência. Confirme o que exatamente pode ser personalizado: logótipo, cores, ícone, nome na loja, domínio da versão web, assinatura das notificações.

Sinal de alerta: a personalização de marca só está disponível no plano mais caro, e mesmo debaixo do seu logótipo continua a assinatura do fornecedor.

Perfis, objetivos e seleção de interlocutores

05 Que campos tem o perfil e quem decide o que se mostra?

O perfil é aquilo por que é encontrado. Nome e cargo não dizem nada: «Head of Operations» há em metade da sala. O que funciona é a empresa, o setor, os temas, uma breve descrição e links. Verifique também se o organizador pode adicionar campos próprios para a especificidade do evento e ocultar os que não interessam.

Sinal de alerta: o conjunto de campos é fixo e igual para uma conferência, uma feira e um hackathon.

06 O participante pode indicar por que veio?

A diferença entre «sou diretor de marketing» e «procuro um fornecedor de performance até ao final do trimestre» é a diferença entre um cartão-de-visita e um negócio. O formato «procuro / ofereço» faz metade do trabalho do algoritmo: as pessoas encontram-se sozinhas pelo objetivo, mesmo que a seleção da aplicação seja básica.

Sinal de alerta: não há campo de objetivos, e os «interesses» são marcados com caixas de uma lista que o fornecedor inventou.

07 O que está realmente por trás da expressão «AI matchmaking»?

Sob esta expressão vendem-se quatro coisas diferentes: uma amostra aleatória com a etiqueta AI, interseção de tags, pesquisa por proximidade semântica de perfis e recomendações adaptativas que aprendem com o comportamento. A diferença de preço entre os níveis é significativa, e a diferença no resultado para o participante, também.

A verificação é simples. Se na interface não há onde indicar o objetivo e não se recolhem dados sobre as interações, não há inteligência na seleção. Se as recomendações são iguais para pessoas diferentes e não mudam depois de recusadas, está perante um filtro comum.

Sinal de alerta: à pergunta «que sinais entram na seleção» respondem «isso é tecnologia proprietária nossa».

08 A aplicação explica por que sugeriu este contacto?

Uma recomendação sem explicação parece spam, e o participante ignora-a. Uma única linha «temas em comum: logística, exportação» ou «ambos procuram parceiros na região» transforma o cartão de um desconhecido num motivo para escrever. É uma funcionalidade barata com um efeito desproporcionalmente grande no número de conversas iniciadas.

Sinal de alerta: a lista de recomendações parece um feed anónimo de cartões, sem uma única explicação de onde veio.

09 Existe um catálogo decente de participantes e empresas?

O algoritmo de seleção nunca substitui a pesquisa manual. As pessoas chegam a uma conferência do setor com uma lista concreta de empresas que querem encontrar. Um catálogo com filtros por setor, papel e tipo de participação resolve isto em um minuto; sem ele, resta vaguear pela sala e ler crachás.

Sinal de alerta: existe uma lista de participantes, mas a pesquisa só funciona por nome, e a empresa não existe como entidade própria.

10 O participante pode não participar no networking?

Parte do público de uma conferência paga vem ouvir, não conhecer pessoas: gestores de topo, figuras públicas, representantes de setores regulados. Se o perfil for visível a todos por defeito e não puder ser desativado, vai receber queixas e pedidos de eliminação de dados - ambas as situações são desagradáveis e resolvem-se com um simples interruptor.

Sinal de alerta: a visibilidade do perfil está ativada obrigatoriamente, e «esconder-se» significa simplesmente não entrar na aplicação.

Como os participantes realmente se conhecem

11 Há chats privados dentro da aplicação?

Escrever a um desconhecido num chat comum, com trezentas testemunhas, é algo que uma em vinte pessoas se atreve a fazer. A conversa privada elimina completamente esta barreira, e para a parte mais introvertida do público é a única forma de iniciar contacto. Verifique se o chat funciona antes do evento, se o histórico se mantém depois e se chegam notificações de novas mensagens.

Sinal de alerta: toda a comunicação é feita numa app de mensagens externa, e dentro da aplicação só se pode ver o formulário de outra pessoa.

12 É possível marcar encontros para uma hora concreta?

Uma conversa sem próximo passo não leva a lado nenhum. A marcação de encontros transforma o interesse numa entrada no calendário: o participante propõe um horário, o outro confirma, e ambos recebem um lembrete. Para o organizador, é também uma pista sobre o local: se estão marcados duzentos encontros para um dia, são precisas mesas e sofás, não apenas um salão com filas de cadeiras.

Sinal de alerta: os «encontros» são apenas uma mensagem comum a propor um encontro, sem hora, confirmação nem lembrete.

13 Existe uma forma rápida de selecionar contactos úteis?

Um catálogo com oitocentas pessoas é impossível de analisar com atenção. A mecânica de seleção rápida, em que os cartões passam um a um e são marcados como interessantes ou não, resolve a tarefa em dez minutos, num táxi a caminho do evento. Efeito secundário para o organizador: cada ação destas é um sinal para o algoritmo de seleção.

Sinal de alerta: a única forma de encontrar alguém é percorrer a lista alfabética de participantes, sem qualquer ordenação.

14 Como é que os participantes trocam contactos ao vivo?

O conhecimento acontece na fila do café, não na aplicação. A questão é o que acontece nesse segundo: as pessoas fotografam cartões-de-visita e perdem-nos, ou digitalizam o código QR do crachá e recebem o contacto na sua lista. A segunda opção só funciona se o crachá e a aplicação fizerem parte do mesmo sistema.

Sinal de alerta: a troca de contactos só funciona dentro da aplicação, e o código QR do crachá é impresso por outro fornecedor, sem qualquer ligação a ela.

15 Existe um feed de publicações e quem o modera?

O feed resolve o problema do arranque a frio: antes do evento, não há nada para fazer na aplicação e as pessoas não entram. As publicações do organizador sobre a preparação, os anúncios de oradores, as perguntas dos participantes dão um motivo para abrir a aplicação duas semanas antes, e não só na manhã da conferência. O lado negativo é a publicidade e o spam, por isso a moderação é obrigatória.

Sinal de alerta: o feed existe, mas não há ferramentas de moderação - apagar publicações de outros só é possível através do suporte do fornecedor.
Um único perfil de participante serve todos os cenários É bilhete, é crachá, é cartão no catálogo Perfil do participante Chats privados Encontros por horário Troca por QR Stands de patrocinadores Feed e comunidade Gamificação Programa Inquéritos na sala Quando o perfil é um só, cada ação do participante ajusta a seleção e entra na análise geral do evento
O valor da aplicação não cresce com o número de funcionalidades, mas com o facto de todas se basearem num único perfil e numa única base

Envolvimento no dia do evento

16 O participante pode montar a sua agenda pessoal?

Numa conferência com três pistas paralelas, a maior dor do convidado é escolher para onde ir. Um programa interativo com temas, resumos e fotos dos oradores, mais a possibilidade de marcar as apresentações interessantes, resolve isto por ele. Para o organizador, é também uma previsão: vê antecipadamente que sala vai encher e qual vai ficar vazia.

Sinal de alerta: o programa na aplicação é apenas uma imagem com o horário, que não pode ser filtrada nem adicionada à agenda pessoal.

17 O que acontece na sala durante a apresentação?

A aplicação ou compete com o palco, ou trabalha para ele. Perguntas ao orador vindas da sala, votações com resultado instantâneo no ecrã e inquéritos sobre o tema da apresentação mantêm a atenção e, ao mesmo tempo, dão feedback ao orador. Sem isto, o telemóvel nas mãos do participante abre o email, não a sua conferência.

Sinal de alerta: há votações, mas o resultado não pode ser mostrado no ecrã da sala, e as perguntas ao orador são recolhidas num chat comum sem moderação.

18 Quem e como envia as notificações push?

As notificações são a ferramenta mais poderosa e mais perigosa da aplicação. Uma única mensagem enviada na hora certa - «dentro de dez minutos começa a apresentação que marcou» - aumenta a ocupação da sala. Cinco mensagens seguidas sobre patrocinadores levam a desativar as notificações e a apagar a aplicação. Confirme quem tem permissão para enviar e se há limites.

Sinal de alerta: as notificações são enviadas pelo fornecedor a pedido, com prazo de execução «até ao fim do dia». No dia do evento, isso é inútil.

19 Existem mecânicas que incentivam a abrir a aplicação?

A gamificação resolve uma tarefa utilitária: dá um motivo para entrar na aplicação logo na primeira hora do evento, quando o participante ainda não percebeu para que serve. Pontos por perfil completo, publicações e conversas iniciadas, um QR quest pelo local com um prémio para quem o concluir, uma classificação de atividade - tudo isto trabalha a favor do networking, não do entretenimento pelo entretenimento.

Sinal de alerta: há gamificação, mas os pontos são atribuídos por qualquer coisa, menos pelas ações que interessam: perfil, chats e encontros.

20 A aplicação ajuda a orientar-se no local?

Numa feira ou num grande fórum, metade das perguntas aos voluntários são «onde é a sala B» e «onde é o stand desta ou daquela empresa». Um mapa do local com os stands, zonas e salas de reunião assinalados alivia esta carga e ainda leva as pessoas até aos stands dos parceiros pelos quais pagaram.

Sinal de alerta: o «mapa» é um JPEG carregado por si, onde não é possível encontrar um stand nem aceder ao cartão da empresa.

Patrocinadores, leads e monetização

21 O que a aplicação dá aos patrocinadores, além do logótipo?

Um pacote de patrocínio com menção na aplicação vende-se mal, porque não pode ser medido. Um catálogo de parceiros com descrição, materiais e botão de contacto, um stand virtual para o público online e um relatório sobre o interesse dos participantes transformam uma linha do pacote num valor mensurável, que se pode vender mais caro.

Sinal de alerta: toda a participação do patrocinador resume-se a um banner no ecrã inicial, e não é possível obter um relatório sobre ele.

22 Como é que o patrocinador recebe os contactos dos participantes sem quebrar as suas promessas?

Conflito clássico: prometeu aos participantes que os contactos não seriam partilhados com terceiros, e o patrocinador, por contrato, exige uma lista de leads. Exportar a base não é possível, nem legal nem eticamente. A solução é a mecânica de partilha voluntária: o próprio participante digitaliza o QR no stand, e apenas o seu contacto chega ao parceiro.

Para o patrocinador, isto é até melhor do que uma exportação: recebe não todos indiscriminadamente, mas quem se aproximou e mostrou interesse, com registo de hora e stand.

Sinal de alerta: o fornecedor propõe, sem hesitar, exportar para o patrocinador toda a base de participantes com os telefones. Quem vai responder por isso é você.

23 Que cenários, além de conhecer pessoas, a aplicação resolve?

Numa conferência de um setor, muitas vezes é preciso mais do que networking: uma feira de emprego com stands de empregadores, cupões para café e merchandising de parceiros, controlo de entrega de materiais, certificados para os participantes. Se cada um destes cenários exigir um novo fornecedor, o custo do evento cresce mais depressa do que a utilidade.

Sinal de alerta: qualquer cenário para além do chat básico é orçamentado como um desenvolvimento personalizado à parte, com o seu próprio prazo.
Como os contactos chegam ao patrocinador EXPORTAÇÃO DA BASE Organizador Ficheiro com a base Patrocinador Chamadas frias para todos A promessa «os seus contactos não vão para terceiros» é quebrada para todos de uma vez PARTILHA VOLUNTÁRIA Participante Digitaliza o QR Stand do patrocinador Lead quente com contexto O contacto foi partilhado pelo próprio participante. Sabe-se quem, quando e em que stand O patrocinador recebe muitos números e poucas respostas O patrocinador recebe quem se aproximou por vontade própria
A mecânica de partilha voluntária de contacto resolve o conflito entre a promessa ao participante e o compromisso com o patrocinador

Dados, análise e dinheiro

24 O que vai ver no relatório depois do evento?

O networking facilmente se torna numa parte imensurável do orçamento: a aplicação existiu, mas não há como provar a sua utilidade. São necessários números concretos: quantos participantes abriram o perfil, quantas conversas começaram, quantos encontros foram confirmados, que stands e sessões geraram mais interesse. É também o principal argumento na conversa com os patrocinadores sobre o preço do pacote para o próximo ano.

Sinal de alerta: toda a análise resume-se ao número de instalações, e não é possível exportar os dados para um ficheiro.

25 A quem pertencem os dados dos participantes e o que lhes vai acontecer depois?

Uma aplicação de networking recolhe mais dados pessoais do que qualquer outra parte do evento: cargos, empresas, interesses, conversas, histórico de encontros. Continua a ser o responsável por estes dados, e responde pela base legal da recolha, pelo local de armazenamento e pela eliminação a pedido. Confirme onde fica fisicamente a base, se existe um contrato de tratamento de dados, e se é possível exportar e apagar os dados de uma pessoa concreta.

E há ainda uma pergunta que raramente se faz: se o fornecedor vai usar o seu público para as suas próprias newsletters e anúncios de eventos alheios.

Sinal de alerta: à pergunta sobre o contrato de tratamento de dados pessoais e o local de armazenamento da base, respondem «connosco está tudo seguro».

26 Quanto custa isto e o que acontece à aplicação depois do evento?

Compare não o preço por evento, mas o custo total: licença, configuração, personalização de marca, módulos de networking e gamificação, suporte no dia do evento, ajustes. E pergunte obrigatoriamente sobre o final: o acesso fecha no dia seguinte, os participantes ficam com os contactos guardados e as conversas, é possível transformar o público numa comunidade até ao ano seguinte?

Sinal de alerta: os preços não estão publicados, e o acesso à aplicação fecha um dia depois do fim do evento, junto com todas as conversas.

Por que vale mais a pena contratar a aplicação junto com o registo

Um fornecedor de networking separado recebe o seu público um dia antes do evento e perde-o um dia depois. Tudo o que faz o networking funcionar acontece fora destes dois dias: perfis preenchidos, primeiros chats, encontros marcados, e depois contactos guardados e um motivo para voltar no próximo ano.

Quanto tempo a aplicação realmente trabalha para si Aplicação separada 1-2 dias Aplicação dentro da plataforma do anúncio até ao próximo evento −3 semanas perfise objetivos −1 semana primeiros chatse encontros Dia do evento matches, troca por QR,inquéritos na sala +1 dia contactos guardados,inquérito «como correu» +ano comunidadee novo anúncio
O networking aquece ao longo de semanas. Uma aplicação cujo acesso só abre na véspera só chega a funcionar no segundo dia
EFEITO 01

Simplicidade de ativação

Não há nada para integrar: participantes, bilhetes e formulários já estão no sistema. A aplicação ativa-se junto com o evento, os perfis são criados automaticamente, nunca é preciso um programador.

EFEITO 02

Aumento da eficácia

A barreira de entrada cai de seis passos para dois, por isso chega ao networking um número muito maior de pessoas. E quanto mais perfis preenchidos, mais precisa é a seleção para cada um.

EFEITO 03

Um relatório em vez de três

Venda de bilhetes, assiduidade, deslocações entre zonas e atividade de networking são contabilizadas em conjunto. Fala com os patrocinadores com números, e não com impressões do ano passado.

Recomendações gerais

Cinco regras sem as quais nenhuma aplicação vai salvar o networking

Não são sobre funcionalidades, mas sobre como ativar o networking. É aqui que mais se erra.

REGRA 01

Abra a aplicação três semanas antes

Não na véspera. As pessoas precisam de tempo para preencher o perfil, ver quem vai estar presente e combinar encontros antes de começar a agitação do dia do evento.

REGRA 02

Preencha você mesmo os primeiros vinte perfis

Um catálogo vazio não é preenchido por ninguém. Peça aos oradores, parceiros e à equipa que façam perfis decentes com objetivos: os restantes vão copiar o formato.

REGRA 03

Dê às pessoas onde se sentar

Duzentos encontros marcados sem mesas nem sofás transformam-se em conversas de pé, encostados à parede. A zona de reuniões faz parte do produto, não é só mobiliário.

REGRA 04

Diga do palco para que serve a aplicação

Trinta segundos do apresentador na abertura geram mais instalações do que três emails antes do evento. Mostre no ecrã como encontrar a pessoa certa num minuto.

REGRA 05

Não feche o acesso depois do evento

Metade das conversas úteis começa na semana seguinte, quando o participante processa as suas impressões. Mantenha os contactos e as conversas acessíveis.

Que aplicação de networking o seu evento precisa

O conjunto de funcionalidades necessárias depende muito do formato. A seguir estão seis situações típicas de organizadores e os pontos do checklist a que vale a pena dar prioridade em cada uma delas.

Conferência paga

«As pessoas pagam por contactos, não por apresentações»

O essencial é: perfis com objetivos, seleção honesta e marcação de encontros. Veja se o participante pode indicar o que procura, se o sistema explica o motivo da recomendação e se a conversa se transforma numa entrada no calendário.

Veja os pontos 05–08, 11, 12

Feira com patrocinadores

«Os parceiros pagam por leads e exigem um relatório»

Aqui decidem os stands virtuais, a mecânica de partilha voluntária de contacto no stand e o mapa do local que leva as pessoas até aos parceiros. Mais um relatório que não fica mal mostrar ao patrocinador na renovação do pacote.

Veja os pontos 20–22, 24

Online e híbrido

«Metade da sala assiste à transmissão a partir de casa»

Os participantes online não podem ficar como espetadores mudos. São necessários chat ao vivo por baixo da transmissão, mensagens privadas entre o público online e o presencial, stands virtuais e votações com resultado instantâneo.

Veja os pontos 11, 15, 17, 21

Formato fechado

«Evento privado, onde parte dos convidados não quer expor-se»

Veja a privacidade e a moderação: configuração da visibilidade do perfil, possibilidade de não participar na seleção, moderação do feed e uma resposta clara à pergunta sobre onde ficam guardados os dados pessoais dos participantes.

Veja os pontos 10, 15, 25

Primeiro evento

«Orçamento pequeno, é preciso ativar depressa»

Não ganha a aplicação com mais funcionalidades, mas sim a que se ativa junto com o registo e não exige um projeto à parte. Verifique a barreira de entrada, quem preenche o conteúdo e o que está disponível sem custos extra.

Veja os pontos 01–03, 26

Educação e carreira

«Hackathon, feira de emprego, fórum de estudantes»

Aqui o networking funciona de forma diferente: empregadores e candidatos, mentores e equipas. São necessários stands de empresas, gamificação que anime o público e certificados de participação no final.

Veja os pontos 09, 19, 23

Perguntas frequentes sobre aplicações de networking

Para que serve uma aplicação numa conferência, se já existe um chat na app de mensagens?

O chat resolve uma única tarefa - anúncios do organizador. Não tem perfis com objetivos, conversas privadas sem contexto público, marcação de encontros, catálogo de empresas, stands de patrocinadores nem qualquer análise. Uma hora depois de começar, o chat comum transforma-se num feed de autopromoção que deixa de ser lido.

Como verificar se o AI matchmaking que o fornecedor promete é a sério?

Crie dois perfis diferentes numa demonstração e compare as recomendações: devem ser diferentes. Pergunte que sinais entram na seleção, se o motivo do match é mostrado e se a seleção muda depois de recusas. Se não há onde indicar o objetivo e não se recolhem dados sobre as interações, não há inteligência na seleção.

Quantos participantes realmente chegam a usar a aplicação?

Não há uma relação direta com a qualidade das funcionalidades: tudo depende da barreira de entrada. Uma aplicação separada exige até seis ações, desde o email até ao perfil preenchido, e parte do público desiste em cada passo. Quando o acesso se abre com um link do bilhete e o perfil já está criado a partir do formulário de registo, restam apenas dois passos.

Como entregar contactos aos patrocinadores se prometeu o contrário aos participantes?

Não é possível exportar a base. Funciona a mecânica de partilha voluntária: o parceiro recebe um código QR para o stand, o participante digitaliza-o por vontade própria, e apenas o seu contacto chega ao patrocinador. O parceiro recebe não todos indiscriminadamente, mas quem se aproximou e mostrou interesse, com registo de hora e stand.

Com quanta antecedência abrir a aplicação aos participantes?

O ideal é duas a três semanas antes. É tempo suficiente para as pessoas preencherem os perfis, verem a lista de participantes, iniciarem as primeiras conversas e combinarem encontros. Uma aplicação que abre na véspera só chega a funcionar no dia do evento, ou seja, aproximadamente um terço do seu potencial.

É preciso que os participantes descarreguem a aplicação da loja?

Não obrigatoriamente. A versão web através do link do bilhete elimina o passo mais doloroso, sobretudo para o público corporativo com restrições à instalação de aplicações. Uma boa prática é dar opções: acesso web, aplicação e bot do Telegram para quem prefere a app de mensagens.

O que fazer se os participantes não quiserem expor o seu perfil?

A participação no networking deve ser voluntária. São necessárias configuração da visibilidade do perfil, a possibilidade de não participar na seleção de recomendações e uma indicação clara de que dados são usados. Para formatos fechados e privados, isto não é uma opção, é uma condição para arrancar.

O que acontece aos contactos depois do fim do evento?

Depende do fornecedor, e vale a pena perguntar antes de assinar. Metade das conversas úteis começa na semana seguinte, quando o participante processa as suas impressões. Se o acesso fecha um dia depois, junto com as conversas e os contactos guardados, perde-se o principal valor do networking.

As pessoas vão a uma conferência pelas pessoas. Se um participante voltar para casa sem um único contacto novo, não vai comprar bilhete no próximo ano - e nenhum programa vai remediar isso.

Crie o seu evento na RegToEvent e ative o networking junto com os bilhetes

Perfis a partir do formulário de registo, catálogo de participantes e empresas, chats privados e encontros, troca de contactos por QR do crachá, stands de patrocinadores, gamificação e análise de envolvimento. Tudo no mesmo sistema onde vende bilhetes e faz o check-in.

Tem alguma dúvida sobre algum ponto do checklist? Escreva-nos no telegram, quem responde são pessoas reais.